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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Último do Lasneaux - caderno


Caderno do Lasneaux

FOLHA

#Funções:
• Fotossíntese
• Transpiração
• Trocas Gasosas (capta CO2 e libera O2)

#Anatomia Externa
A- Limbo (lâmina verde)
B- Nervuras
C- Bainha
D- Pecíolo (apenas nas DICOTILEDÔNEAS)

#Anatomia Interna
1. Cutículas
2. Epiderme
3. Parênquima Paliçádico (clorofilianos - fotossíntese)
4. Parênquima Lacunoso (clorofiliano - fotossíntese)
5. Estômato (trocas gasosas e transpiração)

# Tipos de folha
• Espinhos (folha modificada para evitar perda d’água) ex: cactos
• Bulbos (folha concêntrica) ex: cebola e alho
• Bráctea (folhas de atração - coloridas) ex: bico-de-papagaio, bouganville


FOTOSSÍNTESE
6CO2 + 6H2O >>>> C6H12O6 + 6O2

Luz >>>> Clorofila >>>> Fotossíntese
• Quantidade da luz
• Qualidade da luz (absorve bem a luz azul e a luz vermelha; absorve muito mal verde e amarelo)

-PCF= ponto de compensação fótica (intensidade de luz em que as
taxas de fotossíntese e de respiração são iguais.
# Planta de baixo PCF = planta de sombra (umbrófila) ex: violeta
# Planta de alto PCF = planta de sol (heliófila) ex: girassol



ABSORÇÃO
- Ocorre na raiz (zona pilífera), obtendo H2O e sais.
Dos sais:
#Micronutrientes : em menor quantidade (ex: Zn)
#Macronutrientes: em maior quantidade (ex: N, P, K)
Percurso de águas e sais: Pêlo > Parênquima > Endoderme > Periciclo > Xilema
O transporte pode ser pelo interior das células (Simplástico) ou por entre as células (Apoplástico) e, nesse último caso, ocorre até a endoderme (estria de Caspary - material suberinoso), onde os nutrientes e água têm de passar para dentro da célula.


TRANSPIRAÇÃO
- Ocorre na folha, perdendo água em forma de vapor.
#Tc - Transpiração Cuticular
#Te - Transpiração estomática (pelos estômatos)
>Tt (total) = Tc + Te
Transpiração cuticular Transpiração estomática
Quantidade Pequena Muita
Controle Não Sim
(estômatos com ostíolo - buraco controlável)

(Controle do Estômato) Fator Estômato
Luz + Aberto (fotossíntese)
- Fechado
Água (solo) + Aberto
- Fechado (evitar perda de água)

GUTAÇÃO ( ou sudação)
- Perda de água, na folha (final das nervuras), em forma líquida. Na verdade, não é somente água, que é perdida: é seiva bruta. Essa "água" perdida é chamada de orvalho. Condições: tem que haver água no solo e a planta não pode fazer transpiração (mais comum de madrugada).

(22.10)
TRANSPORTE DE SEIVA
• Seiva Bruta (ou inorgânica)
Xilema ou lenho; transporte ascendente
Teoria de Dixon ou teoria da sucção foliar (as folhas apresentam um déficit hídrico constante, mantido pela transpiração, logo a água é sempre requerida no "cume" da planta.

• Seiva Elaborada (ou orgânica)
Floema ou Líber; transporte descendente
Teoria de Münch ou teoria do fluxo de massa (parte da água do xilema passa para o floema por osmose para equilibrar o equilíbrio da glicose- fruto da fotossíntese, no floema. O fluxo gerado pela água que passa para o floema "acelera" a seiva mais do que a própria gravidade. Ou seja, a seiva não somente "cai", ela desce).


HORMÔNIOS
• Auxinas
"auxein", do alemão crescer
ex: Aia (ácido indolacético)
Ações:
- Crescimento (alongamento celular)
Obs: a raiz é sensível à auxina enquanto o caule é mais tolerante
- Dominância apical (a gema apical inibe, com auxinas, as gemas laterais; por isso a poda da planta aumenta a ramificação - lateralmente).
- Partenocarpia (frutos sem sementes)
Fornecendo auxinas a uma flor, ela gera frutos sem sementes.
- Enraizamento de estacas (mudas)
Estacas auxiliadas com auxina geram raízes
- Tropismos (movimentos vegetais de curvatura orientados por agentes externos. ex: girassol)
Tipos: heliotropismo(a planta "se move" em direção ao sol) , fototropismo(cresce em direção à luz) e gravitropismo (cresce contra a lei da gravidade) ou geotropismo.



















• Giberelinas
Ações:
- Cresimento (alongamento e indução de mitose)
- Partenocarpia (frutos sem sementes)
Borrifando giberelina na flor, o fruto gerado não tem sementes. Ex comercial: uva thompson
- Quebra da dormência de sementes
Quebra o estado de não-germinação das sementes e "ativa" a germinação. É eliminada pelo próprio embrião em condições favoráveis à germinação.

• Citocininas
o nome vem da última fase da mitose, a citocinese
Ações - Crescimento: induz mitose

• Ácido Abscísico
Hormônio do estresse, das condições desfavoráveis (queda de temperatura, da oferta de água/
luz).
Ações:
- Inibição do crescimento e germinação
Em condições ambientais desfavoráveis, a planta libera o ácido abscísico para evitar desvios "desnecessários" de energia para o crescimento, garantindo a manutenção da planta.

• Etileno (C2H2)
Gás eteno
Ações:
- Amadurecimento de frutos
- Abscisão (queda) de frutos e folhas



FITOCROMO
-proteína - Pigmento azul ou verde-azulado
- local: folha e semente
- baixa quantidade (por isso que a folha é verde e não azul)
- fisiologia: capta luz e , de acordo com a quantidade de luz, ele desencadeia reações de ativação ou inativação de funções.
- formas de fitocromo:
Pr <> Pfr (formas interconversíveis)
P = "Phytochrome"
r = "red"
fr = "far red" (vermelho longo ou extremo)
Pr absorve o vermelho (666 nm) e vira o Pfr.
Pfr absorve o vermelho extremo (730 nm - próximo do infra vermelho durante a noite) e vira o Pr.
Pr = forma inativa (durante a noite)
Pfr = forma ativa (durante o dia)

Ações do fitocromo na planta:
• Estiolamento
Na ausência de luz, o fitocromo fica inativo e a planta não sintetiza direito a clorofila (fica amarelada) e o caule cresce numa tentativa de alcançar a luz.

• Germinação
Fotoblastismo (germinação em função da luz)
Fotoblastismo com luz Fitocromo
Positivo germina ativo
Negativo não germina inativo
Indiferente germina
(com ou sem luz tanto faz)

• Floração
O fitocromo induz ou não a floração por interpretação do fotoperíodo (duração da luz/ do dia) durante o ano. As plantas tem reações diferentes de acordo com o fotoperíodo.

PLANTAS Floração x crítico
Dia curto abaixo do valor crítico
Dia longo acima do valor crítico
Indiferente não responde ao fotoperíodo

ex: fotoperíodo crítico de 12h. Se a planta é de dia curto, ela floresce com 10h de luz mas não floresce com 14h. O contrário acontece com plantas de dia longo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Histologia Vegetal (II) e Fisiologia Vegetal (I)

Tecidos Vegetais adultos

  • Revestimento:
a) Epiderme: uma camada de células achatadas, sem clorofila, com os possíveis anexos: a cutícula (cera - de cutina, que evita a perda de água para o meio), o acúleo ("espinho" de defesa que sai do galho. ex: roseira), os estômatos (ou "células-guarda": poros entre células, que realizam as trocas gasosas) e os pêlos (tricomas; para defesa, quando no caule ou na folha e para absorção, na raiz).
b) Periderme: casca; substitui a epiderme em algumas plantas e só aparece na raiz e no caule. Dividido em três camadas: súber (camada externa, morta), felogênio (camada central gordurosa, manutenção térmica) e a feloderme (interna).

  • Parênquimas: células vivas, com função de fotossíntese ou reserva (ar, água ou amido).
  • Transporte:
a) Xilema ou lenho: conduz seiva bruta (sais e água). Células: traqueíde ou elemento de vaso (células mortas, compostas de lignina). Pode ser considerado um tecido de sustentação (é a própria madeira).
b) Floema ou líber: conduz seiva elaborada (açúcar e água). Células crivadas (sem núcleo, vivas).
  • Sustentação::
a) Esclerênquima (esclero = duro): composto por células mortas em formato de "estrela" (escleréide) ou em forma de linhas (fibra).
b) Colênquima: composto por células vivas, em formato hexagonal, com reforços de celulose em seus vértices.


Órgãos Vegetais

1- Raiz.

Função: fixação e absorção.

Anatomia externa, de baixo para cima:
  1. Coifa: tecido vivo de proteção.
  2. Meristema apical: crescimento vertical.
  3. Zona pilífera: pêlos de absorção de nutrientes do meio.
  4. Área de distenção: crescimento vertical da área de absorção.
  5. Área de ramificação (em raízes de dicotiledôneas: axiais ou pivotadas).
  6. Colo: transição raiz-caule.

Num corte transversal da raiz, podemos ver sua anatomia interna, dos cantos para o centro:
1. Epiderme
2. Parênquima
3. Endoderme: seleciona as células que entrarão no Cilindro vascular, criando uma faixa lateral de súber (também forma, junto com o parênquima, o Córtex)
4. Periciclo
5. Xilema
6. Floma (junto com o xilema e com o periciclo, forma o cilindro central ou vascular, que forma as raízes laterais - meristema 1°).

Tipos diferenciados de raiz:
• Axial ou pivotante (dicotiledôneas): raiz principal e raízes secundárias.
• Fasciculada ou em cabeleira (monocotiledôneas).
• Haustório (plantas parasitas): raiz sugadora.
• Pneumatófaro (mangue): raiz respiratória, virada para cima.
• Escora ou adventícea (mangue): raiz que sai do caule, dando sustentação
• Raízes tuberosas (comestíveis): acúmulo de reservas - cenoura, mandioca, batata-doce, beterraba, entre outras.


2- Caule

Analisando a estrutura anatômica externa, observamos 3 partes distintas no caule:
1. Meristema apical ou gema: no topo do caule, gera crescimento vertical.
2. Nó: divisão visível no caule (como no bambu e na cana).
3. Entrenó: região entre dois nós.

Para analisarmos internamente, precisamos separar monocotiledôneas de dicotiledôneas.
Nas mono, de fora para dentro:
1. Epiderme
2. Parênquima
3. Floema
4. Xilema (forma, junto com o floema, os feixes vasculares, que são desorganizados no parênquima).

Nas dicotiledônaas (estrutura primária), de fora para dentro:
1. Epiderme
2. Parênquima
3. Floema
4. Xilema
5. Câmbio (que divide xilema e floema nos feixe vasculares, equidistantes do centro.)

Ao se desenvolver, a dicotiledônea passa a ter a seguinte estrutura (secundária):
1. Periderme (substituiu a epiderme)
2. Floema
3. Câmbio
4. Alburno (parte ativa proveniente do xilema, condutor)
5. Cerne (parte inativa proveniente do xilema, só sustenta)

Obs: através de anéis (de crescimento) no cerne, podemos definir a idade de uma dicotiledônea:
• Anéis de verão ou estivais:: finos e nítidos, com mais lignina.
• Anéis de primavera ou primaveris: largos, mais claros, com menos lignina.


Tipos distintos de caule::
• Tronco: tem crescimento secundário (para os lados)
• Haste: só crescimento primário
• Colmo (em gomos): pode ser cheio (cana) ou oco (bambu)
• Estipe:: folhas em tufo, no topo do caule (palmeira)
• Rizoma: caule subterrâneo (samambaia)
- A batata (inglesa) é um rizoma com mais reservas, chamado tubérculo.
• Gavinhos: de apreensão, em espiral (uva, chuchu, maracujá.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Histologia Vegetal

Estudo dos tecidos vegetais e suas funções.

Para analisarmos os tecidos, que são agrupamentos de células especializadas, primeiramente vejamos as estruturas das células vegetais:
Estruturas:
I- Parede celular ( de celulose)
II- Membrana Plasmática
III- Vacúolo
IV- Núcleo
V- Citoplasma
VI- Parede Celular primária
VII- Parede celular secundária
(de lignina ou suberina)


Tecidos vegetais

Os tecidos embrionários, que são os meristemas, formam os tecidos adultos.
Os meristemas, assim como os adultos, podem ter função de revestimento, transporte ou podem ser chamados de fundamentais (para preenchimento e sustentação). Esses meristemas têm função de crescimento (alongamento; graças à sua grande capacidade de divisão por mitose) e de desenvolvimento (diferenciam-se em outras células; são como "células-tronco" vegetais).

Dividem-se em:
  • Meristema primário (I): encontrado nas sementes e nos ápices do caule e da raiz (apicais). Responsáveis pelo crescimento vertical da planta. É subdividido em protoderme (revestimento), procâmbio (transporte, vai gerar xilema e floema) e meristema fundamental (preenchimento e sustentação).
  • Meristema secundário (II): menos comum, encontrado apenas no caule e na raiz. Responsável pelo crescimento lateral ou diametral da planta. Subdivide-se em câmbio (transporte, gera a madeira propriamente dita) e felogênio (reveste, formando o súber; "casca" da planta).
Todas as plantas têm crescimento primário (apresentam meristema I), mas nem todas tem o secundário. As monocotiledônias, por exemplo, não apresentam crescimento secundário (ao contrário de dicotiledônias e gimnospermas, por exemplo).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Fungos

Representantes mais significativos: Mofo (bolor) e cogumelos

Características gerais dos fungos:
  • Eucarióticos (núcleo organizado, com organelas proteicas);
  • Uni ou pluricelulares (mais pluri);
  • Heterotróficos (não fazem nem quimio nem fotossíntese);
  • Possuem parede celular (de quitina);
  • Podem ser decompositores de matéria orgânica,
  • Podem ser parasitas (micoses - doenças de fungos);
  • Alguns fazem relaçãos de mutualismo com algas ou cianobactérias(líquens) e raízes(micorrizas).

Organização corporal (dos pluricelulares):
O corpo dos fungos é organizado em filamentos chamados hifas. Ao conjunto de hifas dá-se o nome de micélio. As hifas podem ser septadas ou não-septadas (cenocíticas); septos são divisões nas hifas, entre as células.

Filos:
  1. Ascomiceto (maioria dos mofos, como os Candida, Penicillium e Clavíceps - gera o LSD);
  2. Basídiomiceto (cogumelos e orelhas de pau);
  3. Quitrídiomiceto;
  4. Zigomiceto;
  5. Deuteromiceto ("sala de espera" ou "purgatório" = fungos não classificados).
(Os dois primeiros são os mais notáveis e mais importantes para estudo.)


Reprodução - Alternância de gerações
(Ex: a parte visível do cogumelo é o órgão reprodutivo do fungo)

Na figura, o ciclo do cogumelo começa na parte superior direita, onde duas hifas compatíveis se encontram e, sexuadamente, geram um novo fungo, que cresce e desenvolve um corpo de frutificação (o cogumelo visível) que gerará esporos no seu "chapéu", que cairão e gerarão, assexuadamente, novas hifas.
Quanto a ploidia: as duas hifas que se encontram são haplóides (n), gerando uma nova hifa com dois núclos haplóides (n+n) que se fundem no corpo de frutificação, que é diplóide (2n). As células do corpo de frutificação sofrem meiose, liberando esporos haplóides(n).

O ciclo é uma alternância de geração por existir uma geração originada de reprodução sexuada e outra por assexuada.


Importância dos fungos:
- Reciclagem de matéria orgânica;
- Doenças (controle biológico);
- Medicamentos (principalmente a penicilina);
- Alimentos (fermento químico/biológico, queijos, bebidas, cogumelos, chás);
- Fermentação Alcoólica (fungo = levedura, que, recebendo açúcar, gera CO2 e etanol).

Micoses:
  • Tínea (popular: tinha): dá na pele e impede o crescimento de pelos na região.
"Ele tem barba? Não, tinha!" (créditos 2º F)
  • Candidíase (pop: sapinho): feridas similares a aftas ao redor dos lábios ou da região genital.
  • Histoplasmose (pop: doença das cavernas): o fungo cresce em fezes de aves e morcegos. Os morcegos levam esse fungo de caverna em caverna, contaminando-as. Pessoas que entram revirando o chão dessas cavernas pode acabar inalando o fungo, que pode causar infecção pulmonar.
  • Ferrugem: A ferrugem é uma micose que geralmente ataca lavouras, levando frequentemente à perda de colheitas e de plantações inteiras. É causada pela Hemileia vastatrix,um fungo do filo dos Basidiomicetos.

domingo, 15 de junho de 2008

Reino Plantae - Angiospermas

As ANGIOSPERMAS são as representantes mais recentes (em tempo evolutivo) das plantas. O nome angiosperma, ao pé da letra, significa, semente no vaso (vaso = fruto). Esse grupo engloba apenas um filo, o das antófitas (anto = flor).

CARACTERÍSTICAS GERAIS:

  • As angiospermas, assim como todas as plantas desde as pteridófitas, são traqueófitas (vasculares), ou seja, possuem vasos de condução de seiva (xilema e floema).
  • Assim como as gimnospermas, as angiospermas são plantas fanerógamas, ou seja, têm seu órgão reprodutor visível, nítido: a flor.
  • Por ser polinizada de diversas maneiras (insetos, animais, vento), o habitat das angiospermas vai desde ambientes aquáticos a desertos, de tundras a florestas tropicais.
  • Como em todos os grupos anteriores de plantas, as angiospermas fazem, como ciclo de vida, a alternância de gerações e, seguindo a tendência evolutiva das plantas, essa alternância é muito reduzida devido à redução do gametófito (logo, a geração dominante continua sendo o esporófito -2n). O ciclo das angiospermas é somente heterosporado (há a formação de esporos dos dois sexos e, com isso, a fecundação cruzada), o que permite uma maior variabilidade genética.
  • As gimnospermas podem ser divididas, basicamente, em três classes (há divergências na nomenclatura e na abrangência de cada uma das classes. ver pág 311 do AMABIS):
- MONOCOTILEDÔNIAS
- DICOTILEDÔNIAS (ou dicotiledônias basais)
- EUDICOTILEDÔNICAS

Para efeito de estudo, consideraremos as eudicotiledônicas pertendentes às dicotiledônias. As diferenças entre mono e dicotiledônias podem ser identificadas, basicamente nas seguintes estruturas: semente, flor, caule, raiz e folha.
  • Nas monocotiledônicas:
- semente: contém apenas 1 cotilédone (cotilédone = folha nutritiva);
-flor: trímera (3 pétalas);
-caule: os feixes vasculares (xilema + floema) se encontram desorganizados;
-raiz: fasciculada ou em cabeleira (não existe nenhum "ramo" principal);
-folha: as nervuras da folha são paralelas.
  • Nas dicotiledônias:
-semente: contém 2 cotilédones;
-flor: tetrâmera ou pentâmera (4 ou 5 pétalas);
-caule: feixes vasculares se encontram organizados ao longo do caule;
-raiz: axial ou pivotante (exite um "ramo" principal de onde saem ramos menores);
-folha: as nervuras são ramificadas.


A FLOR

Partes da flor:
- PEDÚNCULO ou pedicelo: é a haste da flor.

- PERIANTO (corola + cálice).
-COROLA (conjunto de pétalas)
-CÁLICE (conjunto de sépalas)

*pétalas e sépalas são verticilos estéreis (inférteis).
(verticilos = conjunto de folhas especializadas)

- ANDROCEU (parte masculina, ESTAMES)

- GINOCEU(parte feminina, CARPELO ou pistilo).

*androceu e ginoceu são verticilos férteis.



- Os estames se dividem em: filete e antera, sendo a antera o órgão responsável pela produção de pólen.

- O carpelo se divide em: estigma (parte externa), estilete (canal interno) e ovário (que abriga o óvulo).
Este ovário, por meio da placentação, gera a placenta, região onde fica o óvulo até sua maturidade.











REPRODUÇÃO

-Polinização: o pólen, formado no estame, encontra o estigma (parte externa do carpelo).
Para que ocorra esse processo, existem os agentes polinizadores, que são atraídos por algum aspecto da flor (néctar, cheiro, cor) e acabam carregando os pólens para outras flores. Sobre tais agentes, podemos considerar:
  • a anemofilia: é a dependência do vento para que ocorra a polinização. As flores das plantas anemófilas são, geralmente, aperiantadas (sem pétalas, nem sépalas), são sem cor, sem cheiro nem néctar e produzem muito pólen, de forma a aumentar o nível de polinização.
  • a ornitofilia: é a dependência de pássaros na polinização. As flores geralmente são coloridas e têm néctar, embora não tenham cheiro.
  • a entomofilia: dependência de insetos na polinização. As flores geralmente são cheirosas e com néctar.
  • a quiropterofilia: dependência de morcegos na polinização. Flores com néctar e cheirosas, sem cor (morcegos são cegos).

-Fecundação (dupla fecundação): ocorre quando o tubo polínico desce pelo estilete (canal interno do carpelo) e os núcleos espermáticos alcançam a região do óvulo, dentro do carpelo. Dos três núcleos espermáticos formados pela diferenciação da célula generativa, um se desintegra ao contactar o óvulo e os outros dois fecundam, respectivamente, a oosfera e os núcleos polares, formando um zigoto 2ne um zigoto 3n.

* Formação e diferenciação do grão de pólen:
Dentro das anteras (parte do estame)existem sacos polínicos e, dentro desses, as células-mãe dos grãos de pólen se diferenciam e dividem-se por meiose, gerando 4 micrósporos (n), que se diferenciam em grãos de pólen. Este grão de pólen se diferencia em uma célula grande (célula do tubo, que gera o tubo polínico) e uma célula pequena (célula generativa, que dá origem aos 3 núcleos espermáticos, os gametas masculinos).





*Formação e diferenciação do óvulo:

O óvulo, dentro do carpelo, origina-se através dos primórdios ovulares, que são pequenos dobramentos no ovário. Dentro do óvulo, encontra-se o magasporócito, que sofre meiose e se divise em 4 megásporos, sendo que três deles se degeneram. O que sobra, o megásporo funcional, cresce e seu núcleo se divide, por 3 mitoses, gerando 8 núcleos, sendo que vão quatro deles para cada extremidade do óvulo. Um de cada conjunto de 4 migra para o centro do megásporo. Esses dois núcleos no centro são chamados de núcleos polares (juntos, formam a célula central ou núcleo secundário, como na figura).Os núcleos polares são fecundados pelo 2º núcleo espermático, gerando o endosperma secundário. Das três células que ficaram próximas à micrópila (abertura do óvulo, na parte de cima da figura), uma delas concentra mais citoplasma: a oosfera. Ela, fecundada pelo 1º núcleo espermático, gerará o embrião. As células ao lado da oosfera recebem o nome de sinérgides e as outras 3 do lado oposto chamam-se antípodas. Tanto as sinérgides quanto as antípodas não fazem parte do processo de fecundação. O megásporo que originou todos estes oito núcleos haplóides e que os envolve, recebe o nome de saco embrionário. Além do saco embrionário, o óvulo é formado por mais dois tecidos: o nucelo (tecido nutritivo) e o integumento (região exterior).


SEMENTE: ÓVULO FECUNDADO E DESENVOLVIDO

A semente nada mais é que o próprio resultado da dupla fecundação do óvulo e de seu desenvolvimento. A semente pode ser dividida em 3 partes básicas: a casca, o embrião (originado da fecundação da oosfera) e o endosperma secundário ou algúmen (resultado da fecundação dos núcleos polares pelo núcleo espermático, gerando um tecido 3n).
[exemplos de semente, pág 316]

FRUTO: OVÁRIO DESENVOLVIDO

O fruto é a junção da semente (que é originada do óvulo e, portanto, está dentro do ovário) com o pericarpo (parte que envolve a semente). O pericarpo têm 3 partes principais: o epicarpo (casca), o mesocarpo e o endocarpo (parte que reveste a semente). De acordo com a quantidade de reservas nutritivas do pericarpo, os frutos se dividem em secos (pericarpo com menos reservas) e carnosos (pericarpo com mais reservas). De acordo com a quantidade de sementes, podemos separar os frutos também em: bagas (com mais de uma semente) e drupas (com apenas uma semente). Existem ainda dois casos especiais dentro dos frutos. São eles:
  • os pseudofrutos: maçã, pêra, caju, abacaxi, morango. (figura 13.20, página 317)
  • a banana: é um fruto patenocárpico, ou seja, sem sementes (exceto a banana selvagem).

Dúvidas, reportar erros no resumo: mfdsm@hotmail.com

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Reino PLANTAE (I)

Reino das Plantas

- Características Gerais:
- Organismos de organização celular eucariótica (têm organelas membranosas e um núcleo envolvendo o material genético);
- Nutrição autotrófica, através da fotossíntese;
- Possuem parede celular (composta de celulose);
- Têm reservas de amido
e - São cormófitas (contrário de talófitas), ou seja, formam tecidos e órgãos; logo, têm divisões corporais especializadas (raiz, caule, folha, etc.).

O Reino Plantae é dividido em 12 filos, que são divididos em quatro grupos que agregam certas semelhanças. São eles:

-BRIÓFITAS: plantas de porte pequeno, sem sementes, sem flor nem fruto. (3 filos)
-PTERIDÓFITAS: porte médio, sem sementes, sem flor nem fruto. (4 filos)
-GIMNOSPERMAS: porte grande, com sementes, sem flor nem fruto. (4 filos)
-ANGIOSPERMAS: porte variado, com semente, flor e fruto. (1 filo)

Obs: essa ordem dos grupos é por "aparecimento" evolutivo.
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BRIÓFITAS
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Plantas de pequeno porte, como o musgo ou o lodo. Seu pequeno porte é explicado por serem plantas avasculares (atraqueófitas), ou seja, que não possuem vasos (xilema e floema) condutores de substâncias nutritivas (seiva), por exemplo. Por não terem vasos, o transporte dessas substâncias é feito por difusão (processo lento), célula a célula, não permitindo um porte maior dessas plantas.
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Como são avasculares, as briófitas não têm raiz nem caule nem folha. Ao invés de tais órgãos, elas possuem rizóide, caulóide e filóide, que têm as mesmas funções de raiz, caule e folha, mas são avasculares.
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As briófitas são plantas criptógamas (ao pé da letra, "gameta escondido"), ou seja, seu órgão reprodutor é pouco visível (as briófitas não tem flor nem cone - "genérico" da flor). Os gametas das briófitas são o anterozóide (masculino) e a oosfera (feminino) e eles só se encontram (se fecundam) na presença de água, pois o anterozóide é um gameta natante flagelado que literalmente nada até a oosfera para fecundá-la. Daí o porquê das briófitas serem encontradas em ambientes úmidos: a dependência de água na fecundação.
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Assim como todas as plantas, o ciclo das briófitas é marcado pela alternância de gerações entre uma geração haplóide (n) e uma diplóide (2n). Nas plantas, dá-se o nome de gametófito à geração haplóide e o nome de esporófito à geração diplóide. Quando as duas gerações têm a mesma forma, diz-se que a alternância é isomórfica e,quando têm formas diferentes, diz-se que é heteromórfica e a geração mais complexa e que tem mais longevidade é chamada geração dominante. Nas briófitas o que ocorre é a alternância heteromórfica e a geração dominante é a do gametófito.
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Alternância de Gerações:
Ciclo de vida detalhado nas páginas 302 e 303 do AMABIS.
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PTERIDÓFITAS
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Plantas como a samambaia e a avenca, geralmente de porte médio.Ao pé da letra, pteridófita significa "planta com asas", nome que vem do formato arqueado de suas folhas. Têm porte maior que as briófitas porque, diferentemente das briófitas, elas são plantas vasculares, ou seja, possuem vasos condutores de substâncias (xilema conduz seiva bruta -água e sais- e floema conduz seiva elaborada - água e açúcar).
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As pteridófitas, sendo vasculares (o que é uma adaptação para a vida terrestre - especialmente o xilema), possuem partes mais complexas e desenvolvidas do corpo. Seu corpo (o da geração dominante) é composto de:
- Raiz
- Rizoma (caule subterrâneo que cresce na vertical)
- Báculos ("pré-folhas", parecem pequenos cajados)
- Folhas (ramificações que saem direto do caule)
- Folíolos (divisões menores da folha que costumamos confundir com a própria folha)
- Soros (pequenas "bolinhas" presentes nos folíolos, aonde se encontram os esporângios)
- Esporângios (pequeninos órgãos presentes nos folíolos, geradores de esporos)
- Esporos (formados por meiose, são minúsculos. responsáveis pela geração dos gametófitos)
Obs: por não terem órgão reprodutor nítido/macroscópico, são plantas criptógamas, assim como as briófitas.
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Assim como as briófitas e o resto das plantas, as pteridófitas têm, como ciclo de vida, a alternância de gerações que é, novamente como as briófitas, heteromórfica. Mas, diferindo das briófitas, a geração dominante das pteridófitas é o esporófito(2n), o que acontece com todas à partir (evolutivamente) das pteridófitas, enquanto o gametófito tende a ir desaparecendo (redução gametofítica). Dependendo da espécie de pteridófita, podem ocorrer dois ciclos: um que chamamos de isosporado (esporos de mesmo sexo) e um que tem o nome de heterosporado (esporos de sexos diferentes).
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No ciclo isosporado:
Esporófito(2n) > Soros > Esporângios > Esporos(n) > Protálo (Gametófito, n) (hermafrodita) > Gametas(n) > anterozóide e oosfera (ambos n) > Zigoto(2n) > Esporófito
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No ciclo heterosporado:
Esporófito gera > Micrósporo > Gametófito masculino(n) > Anterozóide...
e também gera > Megásporo > Gametófito feminino(n) > Oosfera...
...Anterozóide + Oosfera > Zigoto(2n) > Esporófito(2n)
Obs: a vantagem desse ciclo é a maior variabilidade genética da espécia, ocasionada pela fecundação cruzada dos zigotos.
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GIMNOSPERMAS
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Ao pé da letra, gimnosperma significa "semente nua". Esse grupo envolve espécies de porte grande com semente, mas sem flor nem fruto, como as coníferas (no Brasil, as principais são as araucárias). Essas espécies têm certas adaptações ao frio, como o formato do corpo e das folhas, logo, são encontradas especialmente em ambientes de temperaturas baixas. A partir do porte grande, podemos concluir que as gimnospermas são, como as pteridófitas, vasculares.
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Elas, apesar de não terem frutos, possuem uma estrutura chamada de cone ou estróbilo (a pinha de natal do pinheiro), que é o próprio órgão reprodutor dessas plantas. Por ter esse órgão visível (macroscópico), são chamadas de fanerógamas (contrário de criptógamas, como as briófitas e pteridófitas). Como esses cones não são hermafroditos, ou seja, geram esporos de sexo distinto, o ciclo de vida das gimnospermas, que também é por alternância de gerações, é sempre heterosporado. Essa alternância de gerações é pouco nítida nas gimnospermas pois o gametófito é muito reduzido, seguindo a tendência evolutiva da redução gametofítica.
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Os esporos gerados por meiose pelos cones são como no ciclo heterosporado das pteridófitas: micrósporos (geram gametófitos masculinos) e megásporos (geram gametófitos femininos). Para que haja a fecundação (chamada nas gimnospermas de polinização), não é mais necessária a água, como nos grupos anteriores. Por não mais depender de água para fecundar, o gameta masculino não é mais o anterozóide (gameta natante, flagelado). Agora a polinização independe da água, mas depende do vento para que o pólen saia do cone masculino e alcance o cone feminino (anemofilia = dependência do vento para haver fecundação).
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(Matéria da prova até aqui.)