domingo, 15 de junho de 2008

Reino Plantae - Angiospermas

As ANGIOSPERMAS são as representantes mais recentes (em tempo evolutivo) das plantas. O nome angiosperma, ao pé da letra, significa, semente no vaso (vaso = fruto). Esse grupo engloba apenas um filo, o das antófitas (anto = flor).

CARACTERÍSTICAS GERAIS:

  • As angiospermas, assim como todas as plantas desde as pteridófitas, são traqueófitas (vasculares), ou seja, possuem vasos de condução de seiva (xilema e floema).
  • Assim como as gimnospermas, as angiospermas são plantas fanerógamas, ou seja, têm seu órgão reprodutor visível, nítido: a flor.
  • Por ser polinizada de diversas maneiras (insetos, animais, vento), o habitat das angiospermas vai desde ambientes aquáticos a desertos, de tundras a florestas tropicais.
  • Como em todos os grupos anteriores de plantas, as angiospermas fazem, como ciclo de vida, a alternância de gerações e, seguindo a tendência evolutiva das plantas, essa alternância é muito reduzida devido à redução do gametófito (logo, a geração dominante continua sendo o esporófito -2n). O ciclo das angiospermas é somente heterosporado (há a formação de esporos dos dois sexos e, com isso, a fecundação cruzada), o que permite uma maior variabilidade genética.
  • As gimnospermas podem ser divididas, basicamente, em três classes (há divergências na nomenclatura e na abrangência de cada uma das classes. ver pág 311 do AMABIS):
- MONOCOTILEDÔNIAS
- DICOTILEDÔNIAS (ou dicotiledônias basais)
- EUDICOTILEDÔNICAS

Para efeito de estudo, consideraremos as eudicotiledônicas pertendentes às dicotiledônias. As diferenças entre mono e dicotiledônias podem ser identificadas, basicamente nas seguintes estruturas: semente, flor, caule, raiz e folha.
  • Nas monocotiledônicas:
- semente: contém apenas 1 cotilédone (cotilédone = folha nutritiva);
-flor: trímera (3 pétalas);
-caule: os feixes vasculares (xilema + floema) se encontram desorganizados;
-raiz: fasciculada ou em cabeleira (não existe nenhum "ramo" principal);
-folha: as nervuras da folha são paralelas.
  • Nas dicotiledônias:
-semente: contém 2 cotilédones;
-flor: tetrâmera ou pentâmera (4 ou 5 pétalas);
-caule: feixes vasculares se encontram organizados ao longo do caule;
-raiz: axial ou pivotante (exite um "ramo" principal de onde saem ramos menores);
-folha: as nervuras são ramificadas.


A FLOR

Partes da flor:
- PEDÚNCULO ou pedicelo: é a haste da flor.

- PERIANTO (corola + cálice).
-COROLA (conjunto de pétalas)
-CÁLICE (conjunto de sépalas)

*pétalas e sépalas são verticilos estéreis (inférteis).
(verticilos = conjunto de folhas especializadas)

- ANDROCEU (parte masculina, ESTAMES)

- GINOCEU(parte feminina, CARPELO ou pistilo).

*androceu e ginoceu são verticilos férteis.



- Os estames se dividem em: filete e antera, sendo a antera o órgão responsável pela produção de pólen.

- O carpelo se divide em: estigma (parte externa), estilete (canal interno) e ovário (que abriga o óvulo).
Este ovário, por meio da placentação, gera a placenta, região onde fica o óvulo até sua maturidade.











REPRODUÇÃO

-Polinização: o pólen, formado no estame, encontra o estigma (parte externa do carpelo).
Para que ocorra esse processo, existem os agentes polinizadores, que são atraídos por algum aspecto da flor (néctar, cheiro, cor) e acabam carregando os pólens para outras flores. Sobre tais agentes, podemos considerar:
  • a anemofilia: é a dependência do vento para que ocorra a polinização. As flores das plantas anemófilas são, geralmente, aperiantadas (sem pétalas, nem sépalas), são sem cor, sem cheiro nem néctar e produzem muito pólen, de forma a aumentar o nível de polinização.
  • a ornitofilia: é a dependência de pássaros na polinização. As flores geralmente são coloridas e têm néctar, embora não tenham cheiro.
  • a entomofilia: dependência de insetos na polinização. As flores geralmente são cheirosas e com néctar.
  • a quiropterofilia: dependência de morcegos na polinização. Flores com néctar e cheirosas, sem cor (morcegos são cegos).

-Fecundação (dupla fecundação): ocorre quando o tubo polínico desce pelo estilete (canal interno do carpelo) e os núcleos espermáticos alcançam a região do óvulo, dentro do carpelo. Dos três núcleos espermáticos formados pela diferenciação da célula generativa, um se desintegra ao contactar o óvulo e os outros dois fecundam, respectivamente, a oosfera e os núcleos polares, formando um zigoto 2ne um zigoto 3n.

* Formação e diferenciação do grão de pólen:
Dentro das anteras (parte do estame)existem sacos polínicos e, dentro desses, as células-mãe dos grãos de pólen se diferenciam e dividem-se por meiose, gerando 4 micrósporos (n), que se diferenciam em grãos de pólen. Este grão de pólen se diferencia em uma célula grande (célula do tubo, que gera o tubo polínico) e uma célula pequena (célula generativa, que dá origem aos 3 núcleos espermáticos, os gametas masculinos).





*Formação e diferenciação do óvulo:

O óvulo, dentro do carpelo, origina-se através dos primórdios ovulares, que são pequenos dobramentos no ovário. Dentro do óvulo, encontra-se o magasporócito, que sofre meiose e se divise em 4 megásporos, sendo que três deles se degeneram. O que sobra, o megásporo funcional, cresce e seu núcleo se divide, por 3 mitoses, gerando 8 núcleos, sendo que vão quatro deles para cada extremidade do óvulo. Um de cada conjunto de 4 migra para o centro do megásporo. Esses dois núcleos no centro são chamados de núcleos polares (juntos, formam a célula central ou núcleo secundário, como na figura).Os núcleos polares são fecundados pelo 2º núcleo espermático, gerando o endosperma secundário. Das três células que ficaram próximas à micrópila (abertura do óvulo, na parte de cima da figura), uma delas concentra mais citoplasma: a oosfera. Ela, fecundada pelo 1º núcleo espermático, gerará o embrião. As células ao lado da oosfera recebem o nome de sinérgides e as outras 3 do lado oposto chamam-se antípodas. Tanto as sinérgides quanto as antípodas não fazem parte do processo de fecundação. O megásporo que originou todos estes oito núcleos haplóides e que os envolve, recebe o nome de saco embrionário. Além do saco embrionário, o óvulo é formado por mais dois tecidos: o nucelo (tecido nutritivo) e o integumento (região exterior).


SEMENTE: ÓVULO FECUNDADO E DESENVOLVIDO

A semente nada mais é que o próprio resultado da dupla fecundação do óvulo e de seu desenvolvimento. A semente pode ser dividida em 3 partes básicas: a casca, o embrião (originado da fecundação da oosfera) e o endosperma secundário ou algúmen (resultado da fecundação dos núcleos polares pelo núcleo espermático, gerando um tecido 3n).
[exemplos de semente, pág 316]

FRUTO: OVÁRIO DESENVOLVIDO

O fruto é a junção da semente (que é originada do óvulo e, portanto, está dentro do ovário) com o pericarpo (parte que envolve a semente). O pericarpo têm 3 partes principais: o epicarpo (casca), o mesocarpo e o endocarpo (parte que reveste a semente). De acordo com a quantidade de reservas nutritivas do pericarpo, os frutos se dividem em secos (pericarpo com menos reservas) e carnosos (pericarpo com mais reservas). De acordo com a quantidade de sementes, podemos separar os frutos também em: bagas (com mais de uma semente) e drupas (com apenas uma semente). Existem ainda dois casos especiais dentro dos frutos. São eles:
  • os pseudofrutos: maçã, pêra, caju, abacaxi, morango. (figura 13.20, página 317)
  • a banana: é um fruto patenocárpico, ou seja, sem sementes (exceto a banana selvagem).

Dúvidas, reportar erros no resumo: mfdsm@hotmail.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Your blog keeps getting better and better! Your older articles are not as good as newer ones you have a lot more creativity and originality now keep it up!

Unknown disse...

muito bom, me ajudou bastante !!! Obg!!!